terça-feira, 12 de abril de 2011

Pensão alimentícia x maioridade

Uma decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas condenou o pai a pagar pensão alimentícia à filha de 25 anos de idade. A decisão baseou-se no critério da necessidade e, legalmente, no art. 1.694 e seguintes do Código Civil. O tribunal, no entanto, diminuiu o valor da pensão alimentícia.

Na jurisprudência, há decisões que determinam a prestação de alimentos a filhos maiores, quando há a "necessidade de suprimento". (Fonte: Novo Código Civil da Família Anotado - Rodrigo da Cunha Pereira)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

"A poesia enfeita o mundo"


Lançamento do livro re-canto de Therezinha Melo.
Belo Horizonte - dezembro 2009.

Entrevista com a poeta Therezinha Melo Urbano de Carvalho - uma prosa deliciosa sobre educação, leituras, criação. Um papo saboroso sobre poesia.

Por que devemos ler poesia? Clique aqui.

sábado, 2 de abril de 2011

Indenização por bullying

"A Justiça do Rio* condenou o Colégio Nossa Senhora da Piedade a pagar uma indenização de R$ 35 mil por danos morais à família de uma ex-aluna que sofreu bullying de companheiros de escola. Segundo relato dos pais da aluna, Ellen Bionconi e Rubens Affonso, a filha, na época com 7 anos, sofria agressões físicas e verbais desde o início das aulas, em março de 2003. A vítima foi espetada na cabeça por um lápis, arrastada, sofreu arranhões, socos, chutes, gritos no ouvido, palavrões e xingamentos. Devido ao bullying, a criança ficou com fobia de ir à escola, passou a ter insônia, terror noturno e sintomas psicossomáticos, como enxaqueca e dores abdominais. A menina teve que se submeter a tratamento com antidrepressivos e, no fim do ano letivo de 2003, mudou de escola. Em sua defesa, o colégio alegou ter tomado todas as medidas pedagógicas possíveis, mas não afastou os alunos que provocavam o bullying."


*Fonte: jornal Estado de Minas, p. 12, 2/4/2011.


Mais sobre bullying: aqui e aqui.

terça-feira, 29 de março de 2011

Felicidade química

"Os brasileiros* estão recorrendo mais aos antidepressivos e estabilizadores de humor para conseguir lidar com as pressões do dia a dia, o que traz alegria para os fabricantes. Depois de investir muitos bilhões de dólares, a indústria farmacêutica, para muitos, desvendou a química da felicidade. No país, o faturamento com a comercialização desses medicamentos cresceu 138,5% nos últimos cinco anos, bem acima da média mundial de 15,4%. As vendas brasileiras saltaram de US$271,6 milhões em 2006 para US$647,8 milhões em 2010, segundo dados do IMS Health, instituto de pesquisa que faz a auditoria do mercado de medicamentos.

Levantamento do IMS Health com 55 países revela que nos últimos cinco anos, em países como Estados Unidos, Alemanha, França e Espanha, as receitas com vendas de antidepressivos e estabilizadores de humor ficaram praticamente estagnadas. No Reino Unido, chegaram a cair 30,8% no período, passando de US$ 703 milhões para US$ 486,6 milhões. Enquanto isso, o faturamento no Brasil e na China mais que dobrou e atingiu patamares próximos aos dos grandes consumidores canadenses e europeus - reconhecidos por níveis mais elevados de depressão entre a população.

Mundialmente, os mais ricos são também os que mais consomem remédios para depressão. Os Estados Unidos movimentam sozinhos mais de 60% do mercado, mas vêm apresentando crescimento leve desde 2006. O avanço de países emergentes como o Brasil e a China é bem mais agressivo. Percentualmente, o Brasil dobrou sua participação no faturamento mundial, assim como os chineses, que crescem a passos de gigante também nos incômodos da alma, movimentando, no ano passado, US$ 710 milhões com as chamadas pílulas da felicidade.

Para se desenvolver um medicamento com grande impacto terapêutico, o investimento médio da indústria é de US$ 1,2 bilhão. Mas o mercado é promissor. A Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que em 2030 a saúde mental vai ocupar lugar de destaque no orçamento doméstico. A depressão vai ser a doença mais comum, à frente de outros problemas, como os cardiovasculares.

Estima-se que no Brasil entre 10% e 20% da população sofra da doença o que requer o consumo contínuo de substâncias por uma boa parte da vida.

A quebra das patentes e o fornecimento das substâncias pelo Sistema Único de Saúde (SUS) também serviram para popularizar o uso dos antidepressivos e evitar que, por questões econômicas, o tratamento seja abandonado.

Jogando a favor do lucro da indústria farmacêutica está a longevidade da população, aliada ao avanço da neurociência.

Pessoas mais jovens entristecidas também garantem força extra à expansão do mercado de antidepressivos no país.

O diagnóstico psiquiátrico feito por médicos de várias especialidades reforça as vendas mas preocupa: "Hoje, sentimentos e emoções são confundidos com depressão", diz a presidente da Associação Mineira de Psiquiatria, Sandra Carvalhaes."

*Fonte: jornal Estado de Minas - Economia - p.14 - 27/3/2011.



* * *


E como ficamos? Será que a vida não fica "azul" demais com essa felicidade? Será que não ficamos presos na ideia de uma felicidade sem infelicidade?

E o sentir poético, com suas contradições, ambivalências e estranhamentos - onde fica; pra onde vai? Que tal pílulas de poesia? Pelo menos, haveria no ideal de felicidade outras cores além do "azul". Nas prateleiras, haveria cinza, castanho, roxo, vermelho...

segunda-feira, 28 de março de 2011

A reinvenção do amor - Malvine Zalcberg

Em maio, no Rio, na Casa do Saber, curso com a psicanalista Malvine Zalcberg.


“O amor é para ser reinventado, o sabemos”, escreveu o poeta Arthur Rimbaud em 1873.O fato de as mulheres terem adquirido, a partir do século XX, maior independência pessoal, econômica e sexual contribuiu, entre outros fatores, para que grande parte das relações entre os sexos se tornasse frágil e transitória. Sentimentos de depressão e solidão cada vez mais frequentes, de um lado, e queixas de homens e mulheres por não encontrarem parceiros dispostos a relações duradouras e sólidas, de outro, são indícios da necessidade de se repensar a inscrição do amor na vida do sujeito contemporâneo.

Início 3 de maio • Terças-feiras, às 20h • 4 aulas • R$ 160 + 1 parcela de R$ 200


3 DE MAIO 1. EM DEFESA DO AMOR

O amor deve ser reinventado e defendido, porque está ameaçado. Uma das ameaças decorre do fato de os sujeitos estarem em busca de um amor sem riscos. Outra ameaça provém da circunstância de os sujeitos não atribuírem fundamental importância à dimensão do amor em suas vidas. O amor deve voltar a inscrever-se no risco e na aventura, na experiência autêntica e profunda da alteridade pela qual o amor é tecido. “O amor será sempre o amor” (Gilles Lipovetsky, 1997).


10 DE MAIO 2. A ARTE ANTECIPANDO TENDÊNCIAS E CORRENTES

A retomada expressiva de filmes, livros e peças de teatro com temáticas de relacionamentos amorosos revela como a busca por novas formas de amar se expressa no imaginário de nosso tempo. O que teria inspirado Godard, em "O elogio do amor" (2001), a falar dos quatro tempos do amor – em que, após a união, a paixão e a separação, haveria a reconciliação –, se não estivesse implícita a ideia de uma aspiração à continuidade e à permanência de laços afetivos?


17 DE MAIO 3. FILÓSOFOS MODERNOS MILITAM PELO AMOR

Platão já havia estabelecido o vínculo particular entre amor e verdade. A Filosofia retoma essa ideia, debatendo a forma como o amor constitui uma experiência que tem algo de universal. O universal no amor é a construção de uma verdade sobre o ser Dois e não Um. “O amor é a verdade da diferença como tal” (Alain Badiou, 2009).


24 DE MAIO 4. OS NÓS DO AMOR

A Psicanálise ressalta a importância do amor para suprir a relação sexual que, no sentido de complementaridade, não existe entre os sexos. Homens e mulheres são seres que não falam a mesma língua e são destinados ao desencontro. O que permite a relação entre os sexos é a contingência dos encontros amorosos. O amor é essa confiança atribuída ao acaso. “Do amor se fala!... Talvez ele não seja mais do que um dizer... um jogo do qual as regras não são conhecidas.” (Lacan, 1975)



Malvine Zalcberg

Psicanalista e doutora em Psicanálise pela PUC-Rio. Na qualidade de professora adjunta da Uerj exerceu, por 25 anos, atividades de coordenação, ensino e pesquisa no Serviço de Psiquiatria do Hospital Universitário Pedro Ernesto e no Instituto de Psicologia. É autora de livros como "A relação mãe e filha" e "Amor paixão feminina".


Informações: inforio@casadosaber.com.br.
Site: www.casadosaber.com.br.
Tel.: (21) 2227 2237.
End.: Av. Epitácio Pessoa, 1.164 - Lagoa - Rio de Janeiro.


Mais: A trama do amor entre o homem e a mulher; A mágica do amor na conferência de Malvine.