quarta-feira, 17 de junho de 2015

Monstros - inimigos ou amigos?

Aldebaran
Grupo Oficcina Multimédia - GOM
Foto: Daniel Protzner
 
 
Aldebaran, estrela cinquenta vezes maior do que o sol, brilha intensamente, tão longe, tão perto do coração dos homens. Guardiã do universo, brilha e brilha para resgatar o bem no homem e, assim, reconstruir um mundo novo com o belo que fora perdido para sempre pelo homem em seu planeta.
 
A estrela da reconstrução, no entanto,  aponta-nos para as faces do mal com que nos acostumamos e nos deliciamos, por vezes e repetidas vezes. Como se nos dissesse: o bem e o mal estão presentes  no homem - isso não é absurdo -  mas para que tantos disfarces para o mal? Não reconhecem mais seus monstros? Sendo assim, que tipo de sociedade vocês podem formar?
 
Aldebaran nos propõe a pensar nos monstros, ainda que estejamos muito presos em nossos mundinhos e nos nossos monstrinhos.
 
Talvez Aldebaran, a estrela, esteja a nos dizer: prestem atenção nas máscaras com que vocês vestem seus monstros. Elas são importantes, mas não abusem. Monstro é monstro. Eles existem e aprontam muito por aí.
 
Afinal, a quem interessa um mundo de monstruosidades corriqueiras? 
 
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Aldebaran
Grupo Oficcina Multimédia - GOM
Fundação de Educação Artística (B. Horizonte)
Direção, roteiro, concepção cenográfica, figurino: Ione de Medeiros
Diretor assistente, figurino, preparação corporal: Jonnatha Horta Fortes
Com Escandar Alcici Curi, Gabriel Corrêa, Henrique Mourão, Jonnatha Horta Fortes, Marco Vieira, Nicolás Bolívar, Sérgio Salomão
 
Aldebaran irá representar o Brasil este ano, em julho, na França, no Festival Le Manifeste.
Mais informações: aqui
 
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Contatos:
Tel.: 55.31.3221-6200/ 55 31 8809-9792
 

domingo, 14 de junho de 2015

Nós dois

Fernando Eiras

Sei que não sou como você me vê.
Mas, pelo seu olhar, sei como você me vê?
Quem sou eu?
Quem é você?
Onde eu sou eu?
E você é você?
Reconheço os pigmentos, as tintas, os tons e os claros e os escuros e suas texturas entrelaçados na paleta daquele que me vê, com as cores do seu próprio olhar?
Quando me prendo na rede de cores do olhar do outro?
Quando me liberto?
E o outro?
Quando se liberta das algemas do seu próprio olhar?
Onde habita o invisível?
Quem se salva?
Quem se perde?
Quem se resgata?
Quem se torna um... outro?
Onde se esconde o abismo?
"Aceitei o que você me deu"... "Poderíamos nos ajudar?" - Van Gogh pergunta a Theo, seu irmão, em uma carta.
Ou Theo indaga a Van Gogh?
O que pode significar "ser amigos"?
"Ser irmãos"?
"Amar"?

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Viviane C. Moreira
Postado em http://balaiodavivi.blogspot.com
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O outro Van Gogh - com Fernando Eiras
Direção: Paulo de Moraes
Dramaturgia: Maurício Mendonça Arruda

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Cor & Alma

Kandinsky
 
 
"A cor é um meio para exercer uma influência direta sobre a alma"
 
 
Kandinsky: tudo começa num ponto - "a exposição traz para perto do público um Kandinsky pouco conhecido, com produções variadas que tecem entre si uma obra maior do artista, experimental, multissensorial, como toda a essência de sua arte.
 
A mostra propõe um mergulho nas raízes do seu universo criativo, nas referências primeiras do artista, colocando, lado a lado, suas obras com as de seus contemporâneos e outras peças que são joias da arte popular do norte da Sibéria junto a objetos de rituais xamânicos.
 
Tudo começa num ponto, a frase antológica de Kandinsky, nos conduz para além das experimentações gráficas do artista e nos transmite a essência poética que aponta essa complexa trama de referências, vontades e sensações - muito mais que um ponto - onde tudo em Kandinsky começou."
 
Curadoria: Evgenia Petrova e Joseph Kiblitsky.
 
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Últimas semanas - até 22/6/2015.
Entrada franca.
Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) - B. Horizonte.
Praça da Liberdade, nº 450.
Tel.: (31) 3431-9400.
 
Das 9h às 21h. Fechado nas terças-feiras.